Outubro Rosa alerta a sociedade sobre o Câncer de mama

Você já parou para pensar no quanto o Outubro Rosa tem o poder de despertar as pessoas para a conscientização sobre o câncer de mama?

Já se tornou habitual: todo mês de outubro as entidades envolvidas não apenas  com a área da saúde, mas também empresas de vários segmentos,  assim como profissionais da área clínica, médica e pacientes, em menção à causa da prevenção do câncer, usam um laço rosa, um botton, ou até mesmo uma peça de roupa desta cor.

A fita rosa é o símbolo mundial desta campanha chamada Outubro Rosa. Na verdade , se trata de uma grande corrente que busca chamar à atenção para esta causa que atinge não só as mulheres, mas que também pode abalar toda a família da pessoa acometida desta enfermidade.

Prevenir ainda é o melhor remédio, e sendo assim, iremos tratar neste artigo:

  • Sobre a importância do autoexame;
  • Os aspectos emocionais;
  • O exemplo de celebridades;
  • Como lidar com o câncer de mama.

Esta é nossa pequena e necessária parcela de contribuição em nome da saúde e bem-estar dos leitores e público em geral. Confiram!

Outubro Rosa e o Câncer de mama

O câncer de mama é um tipo de tumor maligno que ocorre em decorrência de um desordenado e veloz crescimento de células que se multiplicam de forma agressiva e incontrolável.

 

Também chamado de neoplasia, o câncer pode evoluir na mama e atingir outras partes do corpo, caso não seja eliminado do organismo.

 

Se pensarmos no significado simbólico, emocional e estético que esta parte do corpo representa, principalmente para as mulheres (feminilidade, amamentar o filho, beleza, etc.), imediatamente compreendemos o motivo pelo qual esta doença é uma das mais temidas.

Riscos

Será que temos grupos de risco ou situações de risco no tocante à esta doença? Na verdade, o mais correto seria falarmos sobre uma série de fatores que acarretam maiores riscos de se ter a doença. Entre eles temos:

Histórico familiar – pesquisam apontam que mulheres em que a mãe ou irmã (parentes de primeiro grau) desenvolveram a doença antes de 50 anos, estão mais vulneráveis a também terem a doença;

Menarca precoce-  mulheres que menstruaram antes dos 11 anos também estão entre as mais vulneráveis;

Menopausa tardia- ter a última menstruação após 55 anos também pode sugerir maior vulnerabilidade;

Estes riscos descritos acima fazem parte dos chamados “fatores de riscos não modificáveis”. Há outra categoria de fatores de risco, cuja mudança de hábitos pode possibilitar a prevenção da doença e a diminuição das probabilidades de sua ocorrência. Entre estes fatores modificáveis temos:

  • Excesso de peso;
  • Consumo regular de álcool;
  • Outro ponto chave que merece atenção no tocante ao câncer de mama é a questão da reposição hormonal;

Um estudo acerca do assunto foi publicado e está disponível no site ABC DA SAÚDE, do portal R7: http://www.abcdasaude.com.br/?n=1304171315.

Os médicos alertam que questões preventivas, como a mamografia anual, principalmente após os 40 anos,  bem  como um estilo de vida mais saudável, não ingestão de álcool, peso na medida certa e consultas ao   ginecologista periodicamente, são alternativas fundamentais para quem quer prevenir esta doença que atinge  tantas pessoas.

O portal UOL divulgou este vídeo sobre a importância do apoio da família na questão do câncer de mama, bem  como algumas alternativas para enfrentar a batalha conta a doença de maneira positiva: http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=campanha-outubro-rosa-no-combate-ao-cancer-de-mama-04028C9C396AE4B14326&mediaId=14695992.

Sintomas

Embora os médicos alertem ao fato do câncer de mama muitas vezes ser uma doença silenciosa, não provocar dores e maiores alardes, há alguns sintomas que podem indicar a ocorrência desta enfermidade.

Este vídeo do site “Minha Vida” mostra bem a questão dos sintomas, não deixe de vê-lo: http://www.minhavida.com.br/saude/videos/13839-cancer-de-mama-autoexame-nao-e-eficaz-na-deteccao-precoce-de-nodulos-malignos.

Ainda relacionado com o tema, sintomas e a luta incessante contra a doença, o site O Povo fez uma importante entrevista com o mastologista Luiz Porto, onde ele revela 2 dicas importantes:

 

1-      Não esperar pela dor;

 

2-      Conhecer bem sua mama.

 

Confira na íntegra a entrevista: http://www.opovo.com.br/app/opovo/cotidiano/2013/10/01/noticiasjornalcotidiano,3138915/outubro-rosa-mais-informacao-menos-medo-do-cancer-de-mama.shtml

Passado recente: polêmica Jolie

Não faz muito tempo que a atriz mais badalada de Hollywood, Angelina Jolie, retirou as mamas antes mesmo de detectar a doença, já que segundo ela mesma:

“Tenho um gene falho, o BRCA 1, que aumenta consideravelmente minhas chances de desenvolver câncer de mama e de ovário”.

É bom frisarmos que Jolie perdeu a mãe para a doença, o que pode ter contribuído para que ela tomasse tal atitude. Segundo os médicos da atriz, os riscos dela desenvolver o câncer de mama era de quase 90%.

A polêmica nos meios de comunicação e rodas de conversas foi imensa, afinal, a mastectomia até então não havia sido discutida amplamente como uma maneira de prevenir a doença, mas sim quando a doença já se encontrava instalada e não havia chances de exterminá-la sem a mastectomia.

Seria esta a forma indicada na prevenção?

Veja este vídeo de uma TV portuguesa acerca da notícia sobre a mastectomia de Jolie: http://www.youtube.com/watch?v=idlwZe7pia8.

Com a palavra, os médicos

Pesquisando acerca do assunto, descobrimos que na verdade, o fato de um exame médico detectar que a presença de um gene BRCA 1 não significa necessariamente que a pessoa terá a doença.

Em uma interessante matéria feita pela revista Malu (maio de 2013), o médico mastologista Cícero Urban atenta aos riscos de se fazer tal cirurgia, haja vista que como em toda intervenção cirúrgica, há riscos que devem ser levados em conta pela paciente.

Muito embora haja coerência na decisão de Angelina Jolie em fazer a operação, haja vista sua predisposição, inclusive genética, trata-se de um caso específico que não pode ser visto como uma regra a seguir por todas as pessoas.

Segundo José Bines, pesquisador do INCA (Instituto Nacional do Câncer), uma outra possibilidade para diminuir a probabilidade de se ter a doença é a retirada dos ovários, já que o estrogênio “tem papel importante no desenvolvimento da doença”, afirma.

Mapeamento cromossômico

Para chegar na identificação de tais genes, Angelina optou por uma técnica de exame denominada Mapeamento Cromossômico. É um exame sanguíneo que demonstra se há ou não mutações cromossômicas que irão resultar ou acarretar elevado grau, as chances de ocorrer o câncer.

Caso o resultado aponte as mutações, a indicação é a cirurgia profilática, que retira tanto a mama quanto os ovários. Geralmente esta intervenção é aplicada em mulheres acima dos 35/40 anos.

Tratamento

Considerado o tipo de câncer que mais mata as mulheres, o tratamento do câncer de mama está mais evoluído. Se em tempos mais distantes, ao ser detectado, via de regra a retirada de mamas era fato consumado, hoje a intervenção cirúrgica pode ser menos agressiva. Tudo depende do diagnóstico precoce.

Segundo o médico Dráuzio Varella, a cirurgia mais frequente neste caso “é a retirada de pequenos fragmentos da mama e de alguns gânglios debaixo do braço”.

Há ainda duas esferas de tratamento do câncer de mama:

1-      Local (cirurgia e radioterapia)

2-      Sistêmico (quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica, nova classe de medicamentos destinados ao tratamento de doenças autoimunes).

(Fonte: A Tarde – http://atarde.uol.com.br/cienciaevida/materias/1537762-cancer-de-mama-ainda-e-o-que-mais-mata-as-mulheres).

Como fazer o autoexame?

Embora este assunto seja bem comum e já seja hábito para muitas mulheres, há aquelas que por “N” motivos ainda desconhecem o procedimento para a realização do chamado autoexame das mamas. Procedimento este muito importante para auxiliar no diagnóstico precoce.

Se você têm dúvidas ou gostaria de explicar para alguém como se faz, veja a seguir o passo a passo:

http://beautyeco.com.br/2013/09/auto-exame/

Para reiterar, veja este vídeo explicativo:

http://www.youtube.com/watch?v=UwJmUxgC1fc

Quer conhecer mais acerca do Outubro Rosa? Visite o site:

http://www.outubrorosa.org.br/historia.htm

 

Vale lembrarmos que a doença ocorre também em homens, não apenas em mulheres. Sendo assim, fique atento (a). Repasse esta informação a todos, trata-se de uma questão de saúde pública.